Um intenso confronto armado assustou os moradores do município de Coaraci, no sul da Bahia, na tarde desta quarta-feira (10). Dois homens, apontados pelas autoridades como integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), morreram após trocarem tiros com guarnições da Polícia Militar. A ocorrência foi registrada em uma localidade de periferia conhecida popularmente como "Baixada", mapeada pelas forças de segurança como ponto periférico de comercialização de entorpecentes.
De acordo com o histórico da ação, os policiais militares realizavam um patrulhamento tático de rotina na região quando foram surpreendidos e recebidos a tiros por indivíduos armados. Diante da agressão, os agentes revidaram, iniciando um forte tiroteio. No decorrer do embate físico, os dois suspeitos acabaram atingidos pelos disparos. Eles chegaram a ser socorridos pelas próprias guarnições e encaminhados de imediato para uma unidade hospitalar local, mas não resistiram à gravidade dos ferimentos e tiveram o óbito constatado pela equipe médica de plantão.
Após o término dos disparos e a contenção da área, os policiais realizaram uma varredura no perímetro e apreenderam um balanço significativo de materiais ilícitos. Foram localizados tabletes de maconha prensada, diversas porções fracionadas de cocaína prontas para a comercialização, armas de fogo, munições de calibres variados e outros insumos diretamente relacionados à atividade de tráfico de drogas. Informações preliminares obtidas pelo setor de inteligência indicam que os dois homens mortos seriam originários e moradores da cidade vizinha de Itabuna, tendo se deslocado a Coaraci para reforçar as atividades da organização criminosa.
Além do envolvimento direto com o narcotráfico, apurações policiais em andamento ligam os dois indivíduos a outros crimes de alta gravidade na região. A linha de investigação aponta que a dupla seria responsável pelo recente desaparecimento de um trabalhador da limpeza urbana (gari) no município. Existe a suspeita fundamentada de que a vítima tenha sido executada e sepultada em uma área de matagal utilizada pela facção como cemitério clandestino. Todo o material bélico e os entorpecentes apreendidos foram apresentados na delegacia territorial, onde o caso foi formalmente registrado para a continuidade das investigações e a busca pelo paradeiro do trabalhador desaparecido.


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