PF aponta troca de mensagens sobre pagamento de R$ 8 milhões ligado a empresa investigada no caso Rioprevidência. https://www.instagram.com/baixosulurgente_oficial/ |
Empresa movimentou mais de R$ 126 milhões
Por outro lado, a investigação aponta que Ricardo Siqueira Rodrigues controlava a Mídias Promotora nos bastidores. Segundo a Polícia Federal, um laranja registrou formalmente a empresa, enquanto Ricardo conduzia as operações relacionadas à captação de clientes e ao alinhamento político de interesses junto ao Banco Master.
Além disso, dados da Receita Federal obtidos pela imprensa mostram que a Mídias Promotora recebeu R$ 126,6 milhões do Banco Master entre 2023 e 2025. Por isso, os investigadores consideram a empresa uma peça relevante para compreender a movimentação financeira analisada no inquérito.
Os investigadores afirmam que a Mídias Promotora serviu para realizar pagamentos com aparência de legalidade aos integrantes do esquema investigado. Dessa forma, as mensagens envolvendo Marcelo Maia passaram a integrar o conjunto de elementos examinados pela Polícia Federal durante a apuração.
Ligações com Credcesta ampliam repercussão
Enquanto isso, reportagens anteriores revelaram que Marcelo Maia registrou os domínios dos sites Credicesta.com.br e Credcesta.com.br. A Credcesta surgiu após a privatização da antiga Ebal, estatal baiana responsável pela rede Cesta do Povo e pela operação de um cartão consignado.
Posteriormente, diferentes estruturas societárias assumiram os direitos de exploração do negócio. Com o passar dos anos, empresas ligadas a Augusto Lima concentraram esses direitos. Depois disso, o então Banco Máxima passou a participar da operação e, mais tarde, adotou a marca Banco Master. Nesse contexto, Marcelo Maia registrou o site da Credcesta em nome do Banco Máxima em 12/07/2018.
Além disso, Marcelo Maia mantém sociedade com André Kruschewsky na empresa AMF Consultoria e Assessoria Ltda. André atuou como diretor do Banco Master e possui parentesco com o ex-procurador-geral de Justiça da Bahia, Eugênio Kruschewsky. Da mesma forma, a CPMI do INSS incluiu os nomes dos dois em discussões sobre negócios relacionados ao Banco Master e à Credcesta na Bahia.
No entanto, Marcelo Maia Souza Marques não comentou o conteúdo das mensagens interceptadas pela Polícia Federal. A reportagem entrou em contato com o empresário, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria. Da mesma forma, o Ministério Público da Bahia e o procurador-geral Pedro Maia Souza Marques não enviaram posicionamento sobre o caso. Ainda assim, a reportagem mantém espaço aberto para eventuais esclarecimentos.
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